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Baobás do RN - Natal e macaíba

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No documentário Brasil animado em 3D os personagens saem em busca do Jequitibá rosa e  eles também falam no Baobá, então não poderia deixar de fora, em especial esse post.
Os baobabs ou Baobás (Adansonia) são um gênero de árvore com oito espécies nativas notadamente do continente africano, não é comum no Brasil, são conhecidas apenas vinte, sendo três deles no Rio Grande do Norte:  em Natal, Nísia Floresta e Macaíba. Luís da Câmara Cascudo (um dos maiores historiadores que o Brasil já teve) defendia a tese de que essas árvores vieram da África trazidas pelos escravos.
São árvores de troncos grossos, nos quais eram guardados, por algumas comunidades, os corpos e os espíritos de seus antepassados (orixás). Morada de orixás, os baobás são símbolos de resistência dos povos negros e oprimidos. O Entre baobás é um espaço-tempo de tentativa da palavra-poesia que nasce para a boniteza da libertação.
Em Natal, a imponente e gigantesca árvore está situada num terreno da Rua São José, no bairro de Lagoa Seca, e encantou o poeta desde quando a viu pela primeira vez, ainda menino. A árvore tem altura de 18 metros e mede 17 metros e meio de circunferência. Atinge uma longevidade de três a seis mil anos. Durante trinta anos Diógenes desejou o baobá e, quando o terreno de 700 metros quadrados foi posto à venda, ele o comprou, por isso o batizaram o Baobá do Poeta.
O que está em Macaíba (mede aproximadamente 8,9 mts) cheguei a passar  várias vezes ao mês, em frente  e  nunca parei para tirar uma foto que seja (meus pais moravam em um distrito de Macaíba), muito menos abraçar. Para me redimir liguei para minha irmã (Solange, blusa vermelha) em Natal e pedi que ela procurasse o número máximo de pessoas que ela pudesse  encontrar nos arredores e vê quantas pessoas seria possível para abraçar essa árvore. Hoje, ela  conseguiu ir com 11 pessoas sendo que a maioria crianças.

A foto que tanto queria para comprovar quantas pessoas abraçam o Baobá, está aqui postada e clicada por um amigo.  O total exato não foi possível, calcula-se umas  20 pessoas. A árvore fica na beira de uma estrada e não tem residências tão próximas.
Imagino minha irmã pedindo para que as pessoas fossem tirar à foto abraçada ao Baobá e ouvia pagar mico, loucura. A minha intenção foi ensinar o valor da educação para que essas crianças iniciem o processo de preservação pela vida e para isso é com investimento em educação que iremos melhorar esse país. Nós que já temos a facilidade da informação que nos chega por vários meios de comunicação é fácil, mas o que é preciso é levar esse conhecimento para as crianças da zona rural. Nem todos  precisam ir para os grandes centros. Investindo em educação rural e cultivando a agricultura familiar com o sustento, seria perfeito. Incentivar as feiras orgãnicas para que essas pessoas produzissem para o seu sustento e ainda ganhariam algum. Vi uma feira dessas em Vitória - ES, organizada por uma cooperativa.

Esqueci  de pedir a minha irmã que ela perguntasse, quantas das 11 pessoas que ela conseguiu reunir,  conhecem a história dessa árvore?

Mas, quando for a Natal farei essa pesquisa no entorno das duas árvores, com certeza.

No estado do Rio de Janeiro existem cinco exempares de baobá: um no Passeio Público, um no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas (altura da Av. Borges de Medeiros 3000), pátio do Museu Histórico de Quissamã, na antiga Fazenda Quissamã e o ultimo na Ilha de Paquetá.


Baobá do poeta em Natal, RN

Diógenes é capaz de qualquer loucura para atender aos desejos do coração. Ele tem a capacidade de ser grande nos gestos e largo como o baobá. Talvez, por isso, tenha o encanto de ser vasto em tudo, amplo no abraço e no olhar, inimigo das coisas mesquinhas, guerreiro de sonhos, vaqueiro de auroras, agrimensor de amores, colecionador de paixões, pescador de lirismo, advogado das causas da alma, tudo quanto quebrar a mesmice da vida. Ele não se parece com ninguém, a não ser com ele mesmo. Quem seria, como ele é, um homem-árvore?”
(Vicente Serejo, na abertura do livro “Um Sentido para a Vida”, sobre a biografia de Diógenes da Cunha Lima, escrito pelo jornalista baiano Antonio Júnior).

A foto aqui do Baobá do poeta é de Fred Filho. Estava um dia lindo!. Olhe o azul desse céu, de Natal.

Para os que acham loucuras certas atitudes, encerro o post com citações e lembrando que o Físico Albert Einstein, em visita  ao jardim Botânico do Rio de Janeiro (1925), não só admirou um Jequitibá Rosa como abraçou o tronco e o beijou.

Dois horizonte fecham nossa vida:

Um horizonte, - a saudade
Do que não há de voltar.
Outro horizonte, - a esperança
Dos tempos que hão de chegar.

Machado de Assis (1839-1908), escritor, poeta e cronista carioca, autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas, no poema os dois horizontes.

" Aquilo que pensamos saber é parte - e parte ínfima - da nossa ignorância."

Michael de Montaigner (1533-1592). filósofo francês.

Fontes:

http://www.natal.rn.gov.br/noticia/ntc-408.html
http://www.panoramio.com/user/2169010/tags/N%C3%ADzia%20Floresta-RN (Aqui tem a foto do Baobá de Nisia Floresta, várias fotos clicadas pelo Walter Leite que mora em Natal e clica suas viagens mundo e Brasil afora. Confira)

http://www.panoramio.com/photo/2827965 (mais fotos do Baobá de Nisia, através do panoramio fazendo pesquisa, não conheço o autor)

http://historiademacaiba.blogspot.com/2009/04/baoba-de-macaiba.html (A foto do Baobá que é ao lado de onde passava de carro e nunca parei)
http://renataescreve.blogspot.com/2009/04/o-baoba-do-poeta.html
http://www.natal.rn.gov.br/noticia/ntc-408.html (Sobrinho de Saint-Exupéry visita baobá do poeta)
http://ceao.phl.ufba.br/phl8/popups/2003-03-11.pdf (baobá do Poeta encanta PHD)
http://www.diogenesdacunhalima.com.br/baoba (Conheça vida e obra de Diogenes da Cunha Lima. A foto aqui posta é desse site e é de Fred Filho)

http://umaseoutras.com.br/tag/baoba-do-poeta/ (site de Clotilde Tavares cita que existem catalogados, dez baobás, enquanto na maioria só se falava em três)

http://grandeponto.blogspot.com/2006/07/digenes-da-cunha-lima-o-poeta-do-baob.html (Um blog cultural do Rn. GRANDE PONTO. Se quiser saber mais sobre Diógenes da Cunha Lima, leia entrevista)

http://entrebaobas.blogspot.com/2007/12/carta-ao-poeta-desaparecido.html (Entre Baobas)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Baob%C3%A1 (História mais completa dos Baobás espalhados pelo País. Muitas fotos, em Recife - PE, mesma história da inspiração do autor do Pequeno princípe..)

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=477&Itemid=181 (site para pesquisa escolar da fundação Joaquim nabuco - Baobá)

Assuntos relacionados:

Dorian Gray - Escritor e pintor, de Natal

Leia mais sobre Baobá no site da  Clotilde Tavares uma paraibana, que morou em Natal e é apaixonada pelas árvores. Depois de muito pesquisar encontrei no site dela que existem catalogados, dez baobás, enquanto na maioria só se falava em três, uma parte está transcrita abaixo:

Mais 2 fotos do Baobá de Macaíba.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Somente no Rio Grande do Norte existem, catalogados, dez baobás, sendo que sete deles se encontram no município de Assu, na fazenda Curralinho, às margens da lagoa do Piató. Existe mais uma dessas árvores em Jundiaí, outra em Nísia Floresta – cuja idade real provavelmente é muito maior do que aquela que está registrada na placa que existe na árvore – e o famoso “Baobá do Poeta”, que o poeta e advogado Diógenes da Cunha Lima em boa hora salvou do sacrifício comprando o terreno onde a árvore “residia” quando o proprietário, querendo construir no local, ameaçava derrubar a árvore..
Por conta desse meu amor pelas árvores, fotografei os baobás de Assu e coloquei-os no meu site. Lá, eles foram descobertos pelo professor John H. Rashford, da Universidade de Carolina do Sul nos Estados Unidos. Esse cientista é especialista em baobás e árvores sagradas, e estava para fazer um levantamento dos baobás existentes na América Latina e Caribe. Viu os baobás do Rio Grande do Norte no meu site, e veio parar aqui em Natal onde peregrinamos durante dois dias, sob os auspícios de Diógenes da Cunha Lima, medindo e fotografando todas essas árvores. Segundo o Dr. Rashford, o “baobá do poeta”, o filho adotivo de Diógenes, aquele mesmo que está aqui bem pertinho de nós é o segundo maior da América Latina e Caribe.
http://umaseoutras.com.br/tag/baoba-do-poeta/


 

 

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