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Alavanca Brasil, com a leitura - Bibliotecas RJ/RN

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Gosto de frases de pessoas que deixaram um legado eterno para a sociedade com bons exemplos. Assim, cito aqui o Albert Einstein.
“Dar exemplo não é apenas a principal maneira de influenciar o aluno. É a única”.
Seguindo os exemplos dos nossos eternos professores, transcrevo aqui uma parte de um texto escrito pelo grande professor, Flávio Rezende. Não é uma pessoa comum e  graças a Deus ainda em plena atividade. Já pensou se todos estivéssemos espiritualizados assim? Seria outro mundo...Acho que nessa encarnação nem me aproximo, teria que começar por deixar de comer carne, ainda não conseguí, somente diminuí. Fazendo relação nesse mesmo texto e com o Rio, lembro o Betinho e ainda vivos temos muitos exemplos, graças a Deus.  
“Ao construir seu castelo procure sempre utilizar o cimento dos valores humanos e, no acabamento final, pinte suas paredes com as tintas do amor verdadeiro, não o amor filosófico, virtual, sexual, o amor verdadeiro é o que encontra no UM, na unidade, o real sentido da vida e, no caminho para a dissolução final nesta unidade, viva a diversidade com respeito, carinho e servidão”.
Se quiser conhecer todo o texto e saber quem é o Flávio clique em Leia mais.. Se você fizer uma busca vai encontrar vários outros artigos dele, aqui. No post anterior pedi que linkassem a Casa do Bem. Sou fã do seu ideal. Ele e a Deinha formam um casal que se unem aos mesmos ideais. Tenho um texto da Deinha a publicar aqui em que ela cita o profeta Gentileza, que é demais. Estou tentando terminar o livro BRASIL TEMPO DE GENTILEZA do profeta para que eu, logo em seguida, possa mostrar o seu texto aqui.  
O outro exemplo que cito aqui e só conheci recentemente através do Sem Censura é o do Evandro. Conhecido como o Homem Livro era pedreiro e  fundou a Biblioteca Tobias Barreto na Vila da  Penha, Rio de Janeiro. Atualmente é conhecido até fora do Brasil, ele citou que leva aos adultos a lapidação do intelecto. Como ele tem um dia da semana que vai de porta em porta levando o livro, mostrando a importância da leitura e diz que é a lapidação do intelecto a domicílio, concluí que o analfabeto é o  intelecto não lapidado, amei. E que para isso é preciso ter a energia para pensar, sentir e fazer.
Ele idealizou até a calçada da fama que está localizada no Largo do Bicão, foi criada para homenagear as personalidades da Vila da Penha.
Essa biblioteca Comunitária para quem só conhece grandes projetos, achará um grão de areia no meio do oceano e é mesmo. Mas, fazer algo para iniciar o básico é muito. Se cada um de nós, fizer a nossa parte já está contribuindo para o crescimento do Brasil. Um país mais justo só se constrói com educação. Cada um de nós começando por quem está próximo, perguntando a quem nos presta serviços (Graças a Deus e ao nosso trabalho, podemos pagar)  como vão as crianças na escola.  Doe de alguma forma livros, revistas, enfim o que estiver à mão e que você veja que vai contribuir. Não adianta termos “tudo” se não melhoramos a formação de uma sociedade mais igual (educação básica). Já pensou que essas crianças que estão sem um acompanhamento escolar hoje, pode ser o pivete de amanhã? Ninguém quer isso.
Não adianta termos castelos dourados se não podemos sair amanhã à rua, sem carro blindado, vidros fumês, entre outros tipos de “proteção”.

A iniciação desse post com citações de todas essas pessoas acima é que hoje é a abertura da Bienal do Livro aqui no Rio, pensei que seria o momento ideal. Quero citar aqui um belo projeto que é o Alavanca Brasil e já passei para a minha irmã, lá em Natal, pois todos os bons exemplos eu repasso para que seja útil para melhorar um distrito para o qual ela batalha. Levando a conscientização política através da educação. Ela já está citada aqui em Baobás do RN - Natal e macaíba. Se tivesse dado tempo teríamos ido conhecer a biblioteca do Evandro, lá na Penha. Só que ela veio para ficar 6 dias e veio com o Daniel, seu afilhado e que por tabela também é meu, sou apaixonada por ele. Ele está aqui em algumas fotos e meus pais também. Ele é o fofo Visconde de Sabugosa e está com ela ao lado na foto em que está o palhaço.

Projeto Alavanca

www.projeto-alavanca.org
Visita o endereço acima e linka em Como posso ajudar?
Responsável:
Rosângela dos Santos Costa

O Projeto Alavanca Brasil
é uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a emancipação política e inclusão social auto-dirigidas de comunidades de baixa renda. Rejeitando quaisquer formas de paternalismo e assistencialismo, a instituição integra pessoas de todas as classes em um processo democrático e participativo de planejamento e direção. Compreende que este processo de libertação e inclusão tem que acontecer em quatro níveis:
1.    Dando acesso à cultura, educação, economia e lazer pelo estabelecimento de programas sócio-educativos e de geração de renda nas comunidades pobres,
2.    Promovendo o acesso das classes pobres a instituições de educação e cultura "fora do seu alcance"
3.    Contribuindo para a melhoria do ensino público
4.    Desenvolvendo programas de formação cidadã e sensibilização junto a classes mais elevadas, visando a redução de pré-conceitos e a aproximação de todas as partes. Esta aproximação julga-se necessária para que as classes que integram o povo brasileiro cada vez mais se enxerguem como "irmãos" e juntamente promovam políticas públicas mais justas e igualitárias.
O Projeto Alavanca Brasil se compreende como incubadora de núcleos de educação e transformação social. Os núcleos necessitam auto-gestão e auto-sustentabilidade financeira. Todos os núcleos devem atuar em rede, trocando experiências, criando sinergias e propiciando a força necessária para a luta social que enfrentam.


BIBLIOTECA COMUNITÁRIA AMIGOS DA LEITURA.


Passando dos bons exemplos que estão longe de mim (presencialmente). A casa do bem do Flávio Rezende só vim a conhecer depois que estou aqui no Rio. E o projeto Alavanca Brasil sei que é de uma amiga de uma Carioca/Brasiliense e agora Potiguar que me apresentou, achei interessante  e por isso linkando o assunto.

Falo agora de uma pessoa próxima e peço que me deem todos os descontos porque é minha irmã, sou suspeita.
Solange é a minha irmã, que admiro e acho uma sonhadora. Sonha muito mais que eu, com certeza. Somos parecidas em alguns pontos, mas completamente diferentes, em outros, com  ideais que para muitos são utópicos. Quando ela iniciou o trabalho de conscientização para as pessoas de um distrito de Macaíba no RN, também achava loucura, pela falta de comprometimento das pessoas, onde até os próprios adultos diziam que os filhos não gostam de ler. O que ela começou e até hoje alimenta não é ONG e sim um ideal de levar aos meninos da área rural à leitura formando uma biblioteca, com a ajuda de doações de livros através de amigos. Até de cariocas ganhamos. Ontem mesmo recebi de uma carioca que agora enquando fazia sua mudança para São Paulo me presenteou para que eu mande para Natal uma coleção completa dos grandes pensadores, por isso a ideia do início, transmitir exemplos através de pensamentos.  
A formação da biblioteca comunitária se deu através dos nossos amigos que moram em Natal e daí ela se uniu a dona Lucimar uma senhora que mora no distrito e tinha uma infra-estrutura melhor para formar uma biblioteca com uma brinquedoteca por ter mais espaço e o melhor é uma propriedade particular, nós tínhamos alugado uma casa. Foi uma festa a inauguração desse espaço, conforme algumas fotos aqui expostas.

ps1: Acabei de chegar de uma exposição do Betinho no centro cultutal da caixa, muito bom. Futuros posts.

ps2: Minha programação para a Bienal, será domingo. Uma ex colega de trabalho e agora somente escritora vai lançar o seu livro. Serão posts especiais. Daqui para domingo vou sondar se tem alguém de Natal que esteja lá no domingo lançado o seu. Se tiver ótimo, tudo a ver, afinal é conectando.

ps3: A tragédia do bondinho (já anunciada) foi lamentável. E, pensar quantas vezes não subo Santa Tereza naquele bondinho. Fora as minha idas com meus amigos ou família, também subo só para almoçar com amigos que trabalham no centro. Poderia ser qualquer um de nós, moradores ou turistas.

Fontes:
http://www.riotemporada.com.br/2008/conheca-as-7-maravilhas-da-zona-norte-por-evandro-dos-santos/
http://extra.globo.com/noticias/rio/como-machado-de-assis-pedreiro-evandro-dos-santos-luta-para-que-todos-tenham-acesso-aos-livros-581769.html
http://www.aprendebrasil.com.br/entrevistas/entrevista0121.asp (leia aqui e conheça mais o projeto da biblioteca do Evandro)
http://evandodossantos.blogspot.com/ (Sobre o homem Livro - Telefone da Biblioteca do Evando
(21) 2481-5336)

http://www.bienaldolivro.com.br/

http://www.ibase.br/pt/2011/08/exposicao-betinho-e-o-ibase/

http://www.pnll.gov.br/ (Plano Nacional do Livro e Leitura)

Assuntos relacionados:

Presentes solidários e atitudes socialistas

Se tive interesse e quiser conhecer mais o texto do Flávio Rezendo, clique em leia mais. Vale a pena. As duas primeiras figuras, copei de seu texto. A primeira significa que o interesse ainda jovem por questões espirituais foi fundamental para uma vida feliz e a outra é que tinha caminhos a seguir, acredito ter ido pela rota certa, a estrada do bem.

As outras fotos são de minha família. Todos na inauguração da Biblioteca Comunitária. Meus pais, minha irmã e sobrinho, aqui na foto com sua futura esposa.  Essa menina vai longe, recentemente passou em uma classificação para o Senac já para começar a formação de preparação para o turismo e copa2014. Mestra em turismo e já esperando a classificação para iniciar o doutorado em Turismo, legal . E, eu daqui torcendo, pois é a geração jovem se preparando e formando o pessoal no mercado. Claro que fico orgullhosa, afinal é coisa nossa, Brasil. Precisamos de um turismo mais forte e preparado. A última foto é a Dona Lucimar que comprou a ideia de minha irmã.

Informações atualizadas em 25/09/11 com uma biblioteca formada por um menino do sertão do RN que ganhou um concurso através de uma redação sobre Juceslino e chegou a ir à Brasilia. Veja no blog da Thais Galvao

http://www.thaisagalvao.com.br/2011/09/17/danilo-bezerra-o-orgulho-do-rio-grande-do-norte-que-o-rio-grande-do-norte-ainda-desconhece/

A ÚNICA COISA QUE NÃO MUDA É QUE TUDO MUDA

Por Flávio Rezende*

Quando mais jovem gostava muito de participar de todos os eventos esotéricos que aconteciam em Natal. Apesar do assunto ser um tanto quanto novo nos idos dos anos 80, 90, já ia para palestras do Dr. Flávio Zanatta sobre macrobiótica; entrevistava o homem do Rá, Thomas Green Morton; frequentava o restaurante Amai, de Véscio Lisboa, que depois passou a ser chamado de Subhadro; comia ainda no A Macrobiótica do já desencarnado Dr. Martins e, chupava cristais, dormia dentro de uma pirâmide, lia o Bhagavad Gita, praticava Meditação Transcendental do Mahahishi Manesh Yogi, além de cantar o mantra Hare Krishna e fazer jejuns prolongados entre outras milongas mais.
De todas essas experiências restou hoje a adesão ao vegetarianismo, a devoção ao santo e educador indiano Sathya Sai Baba, o gosto pela prática do seva - que é a filosofia de que se serve a Deus servindo aos homens e, o amor por tudo e por todos, esteja onde estiver, fazendo o que for.
Lembrando do quanto as coisas passam faço uma leitura positiva da vida e da trajetória que venho tendo, incorporando a meu viver um rosário de boas lembranças e, a certeza que ao decidir enveredar por estes assuntos dei o rumo certo a minha vida.
Acredito que se não tivesse tido interesse nestas questões espirituais, especialmente sob o prisma da cultura oriental, estaria hoje mais materialista que espiritualista e, mais egoísta que solidário, cuidando mais do meu ouro, que do pão do próximo e, focado mais no meu nariz, que no coração do irmão necessitado de ajuda fraterna.
A vida passa e vez por outra faz bem a gente olhar o passado para que possamos compreender melhor o presente. Meu interesse pelos mestres indianos e pela filosofia espiritualista aconteceu por volta dos meus 20 anos. Quando esta pérola luziu de maneira mais forte estava envolvido com álcool, maconha, cigarros Plaza ou Hollywood e vivenciava a difusão da idéia do cada um por si  e um Deus mais alegórico que real, por todos.
Se não tivesse começado a juntar as areias que foram construindo este castelo interior dentro de meu ser, tenho certeza que hoje, poderia estar com minhas paredes ruidas, mal pintadas e, meu castelo abrigando apenas meus próprios sonhos.
Olhando pelo retrovisor do tempo lembro como se fosse hoje, que foi ao cobrir jornalisticamente o lançamento do livro de um paulista devoto  de Krishna  que, surgiu interiormente, o desejo de ir ate à Índia. Aquela viagem marcou minha vida e foi onde travei contato pela primeira vez com Sai Baba, que credito ter sido o responsável pela grande mudança em minha presente encarnação, pois, foi através da crença em suas afirmações que consegui abandonar todos os vícios, direcionando minha vida do meu para o nosso bem estar, do egoísmo para o universalismo, conseguindo, mesmo sem a adesão da grande maioria de minha geração, seguir por um caminho que considero ter sido a coisa certa que foi feita.
Em algum momento de nossa vida os caminhos surgem e precisamos ter alguma certeza de seguir para o lado certo. Hoje meu castelo é habitado por uma multidão de seres, pois, segui o caminho da inclusão. Abraço as causas sociais, amo verdadeiramente as pessoas carentes, tenho preocupação com elas, encontro tempo para buscar melhorias para essas pessoas em todos os níveis e, sei que não faria isso se não tivesse enveredado pelo caminho espiritual tempos atrás.
O bom neste olhar para o passado é que essa rota espiritual que segui nunca foi radical, amo igualmente Jesus, Buda, Krishna, Krishnamurti, Sai Baba, Osho e tantos outros mestres ascensionados ou não, que vou conhecendo neste caminhar. Não excluo ninguém, freqüento e ajudo todas as correntes, já fiz assessoria de imprensa voluntária para espíritas, evangélicos, católicos, iogues, eventos diversos de todas as filosofias exotéricas, esotéricas, hindus, indianas, o que for.
Gosto de tudo e de todos, vejo em todos os mestres e em todos os seres a centelha divina, me vejo em todos, sinto que estou em todos e todos estão em meu ser, por qual motivo então os condenaria se ali também existo?
A vida segue, tudo muda, hoje acordei no bairro República, passei a manhã caminhando entre pessoas drogadas, chantadas nas calçadas de São Paulo, com seus pés descalços pretos, cobertores sujos, uns tremiam, outros estavam praticamente mortos, foi uma caminhada dura.
Depois um amável sobrinho, o Beto Rezende, me pegou no hotel e agora estou em seu apartamento no Itaim-Bibi, belo bairro paulistano. De frente para este sexto andar frondosas e maravilhosas árvores, ao fundo os prédios com suas luzes já acesas anunciam a noite. Torres diversas e coloridas da Avenida Paulista revelam um novo tempo, a era das comunicações.
Dos meus vinte anos para cá muitas coisas mudaram e, olhando para trás sinto que tomei o rumo certo. Da manhã de hoje para este início de noite algum tempo passou e vivi duas realidades, a de pessoas escravas de escolhas que as aprisionaram num mundo que mais parece um inferno e, as pessoas que vivem e moram num lugar saudável, com padarias sortidas e lindas paisagens ao redor.
Como disse Zanatta em uma de suas palestras na Natal dos anos 80, "a única coisa que não muda, é que tudo muda", então, olhando para trás e para o aqui e agora, observo no silêncio da contemplação desta cidade, seja na claridade que me revelou a dor dos que dormem nas calçadas, seja na escuridão que revela as luzes deste bairro prazeroso, que devemos trabalhar por uma eterna mudança em nós, nos outros e, no planeta, mas, uma mudança, claro, que possa nos levar e elevar a todos, para caminhos de luz, de paz e de beleza interior.
Se a todo instante tudo muda, faça da sua mudança pessoal, a mudança que você deseja que aconteça no mundo, como já afirmou o sábio Gandhi, que ao ver os irmãos sendo maltratados na África do Sul, levou para a Índia e espalhou pelo planeta, a sua politica de não-violência, a ahimsa, passando para a história como um homem que mudou para melhor a vida de muitas pessoas.
Ao construir seu castelo procure sempre utilizar o cimento dos valores humanos e, no acabamento final, pinte suas paredes com as tintas do amor verdadeiro, não o amor filosófico, virtual, sexual, o amor verdadeiro é o que encontra no UM, na unidade, o real sentido da vida e, no caminho para a dissolução final nesta unidade, viva a diversidade com respeito, carinho e servidão.

* É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )

 

 

Comentários  

 
0 #2 2011-08-31 23:03
Valeu Débora mais uma para encaixar no momento certo, futuros posts. Haja posts...
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0 #1 2011-08-31 23:01
Soninha, fica uma dica para você:

http://www.projetoamazonia.com.br/2011/08/saiba-o-que-nem-todo-mundo-sabe-sobre-a-agua/
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