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Milton Nascimento - Nada será como antes

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Assisti mais um musical da famosa dupla Cláudio Botelho e Charles Moëller em que é celebrado os 70 anos de vida e 50 de carreira de Milton Nascimento. 
De 14 atores-cantores só tinham dois negros, Wladimir Pinheiro e Cássia Raquel, pensar nessa polêmica agora não vem ao caso e sim só pensar que valeu a pena ouvir todos. Mas, ouvi muitos e bons comentários quando a  Cássia soltava a voz, uma bela voz!.

Veja parte da entrevista em que o Charles fala sobre o fato de só ter escolhido dois negros: Toda a entrevista clique aqui.

R7 – Por que há só dois atores negros em um elenco de 14 pessoas em um musical sobre a música de um artista negro?
Charles Möeller – Milton é um negro que fala do branco, do latino, do índio... Ele fala da América e da África, é multifacetado, multicultural, assim como o elenco que está no palco. Acho que não faria sentido fazer um espetáculo somente com atores negros, ou estabelecer um numero, uma cota, seria um clichê já que Milton nunca levantou esta bandeira. E a obra dele é muito maior do que um gueto ou segmento, ele tem todas as cores , todas as raças, por isso temos todas as cores no palco!

SOMOS TODOS UM


É possível contar uma história sem dizer o nome de seu personagem principal? É aceitável não falar onde quando ele nasceu, por onde andou, não recitar datas importantes em sua trajetória, nem mesmo indicar uma característica física, um cacoete, um jeito de se vestir, um sotaque? É possível colocar alguém no palco de um teatro e ao mesmo tempo este alguém não estar lá?
Convidamos 14 artistas múltiplos – atores, cantores, instrumentistas – para viver Milton Nascimento no teatro. Milton, durante 50 anos, escreveu o Brasil em suas canções. Sua voz ainda reverbera entre nós e o que sai de dentro dele é certamente muito de nós mesmos, dos nossos mineiros, cariocas, nordestinos, paulistanos, negros, brancos, índios...Do mais sofisticado acorde à mais singela poesia como letra de canção, Milton somos todos nós. Do maior fá ao mais indiferente ouvinte, quem não reconhece essa voz? Quem não saberá assobiar o próximo compasso de “Maria Maria”, o refrão de “Travessia”, um pedaço que seja de “Coração de Estudante”. É maior e mais forte que gosto pessoal, é um país dentro de um artista.
Esta dupla de apaixonados por teatro musical ama, em uníssono, Milton Nascimento. Entendemos, ou ousamos tentar, que colocar sua obra em cena era, de certa forma, colocar nossa vida ali também. E todos nós, no palco e por trás dele, somos o que está ali na cena, Somos MILTON NASCIMENTO pelos próximos 90 minutos neste teatro, um pouco como os 90 minutos de maior paixão brasileira cantada na emblemática canção “País do Futebol”(Milton e Fernando Brant).
No lugar de narrar histórias da vida, lances biográficos, amizades, amores, sucessos, decepções, arriscamos colocar no palco paenas as canções. Nenhuma palavra que não seja cantada que não tenha se tornado música através dele e de seus parceiros. Precisa mais?
Quatro estações do ano numa casa onde, sem que as janelas se abram, o tempo passar, o amor se dá, a dor atropela, tudo passa como na esquina onde “a gente quer ver a gente, gente, gente...” Se a esquina tivesse um lado de dentro, então esta seria nossa casa, nosso cenário. Abrigados ali, todos somos um. Nossas roupas são as que estão na casa, umas sobre as outras, descombinadas, saias e botas, o masculino vestindo o feminino e vice-versa, a boina do Che e o couro do cowboy, a renda de Minas e os anéis de Woodstok. Tudo que serve, veste.
Estamos onde sempre estivemos: no Teatro Musical. Grandes e pequenos espetáculos passaram por nós nas duas últimas décadas, mas enjaulados numa lucidez que não dá trégua, nãoi nos permitimos perder o Milton Nascimento dentro de nós. Este é o nosso 32º musical e é um novo Nascimento para esta dupla, a quem a vida tem permitido renascer e se reinventar a todo instante insistindo em ser o que somos. Tudo ainda é como antes, sim...Mas, ao mesmo tempo, estamos certos de que NADA SERÁ COMO ANTES.
CHARLES MÖELLER & CLAUDIO BOTELHO

MILTON NASCIMENTO


Sobre ele disse Elis Regina: “Se Deus cantasse, seria com a voz do Milton”. Tom Jobim o chamou de ”Rei da mata brasileira, uirapuru verdadeiro”. Chico Buarque definiu: “Bituca manda em mim”. Já Caetano Veloso resumiu: “Um talento na área da genialidade, uma coisa meio espiritual”.
Aclamado como um dos maiores compositores e a grande voz masculina do Brasil, Milton Nascimento nasceu no Rio de Janeiro, filho de Maria do Carmo, que morreu quando tinha menos de dois anos. Adotado pelo casal Lilia e Josino Brito de Campos, foi morar em Três Pontas, Minas.
Aos quatro anos, ganhou seu primeiro instrumento musical: uma sanfoninha de dois baixos. Aos 13, com o amigo Wagner Tiso, fundou o conjunto Luar de Prata e se apresentou em vários bailes e show na cidade. Em 1963, mudou-se para Belo Horizontes, onde conhece os futuros parceiros do movimento musical chamado de clube da Esquina.
Em 1966, um marco: Elis Regina gravou sua composição “Canção do Sal”. No ano seguinte, Milton participou do II Festival Internacional da Canção, no Rio, onde foi premiado como melhor intérprete e ganhou o segundo lugar com “travessia”. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro disco solo e soltou a voz nas estradas para sempre. Nada mais seria como antes...mesmo!
Completando 50 anos de carreira em 2012, Bituca (como é conhecido) é, tanto no Brasil quanto no exterior, aclamado como um dos maiores expoentes da música brasileira. Já se apresentou em todos os continentes e ganhou o Grammy de Best World Music  Album em 1998. Para comemorar com festa os 50 anos estão programados um turnê especial, um DVD, uma biografia, e o musical de teatro dirigido pela dupla Möellher & Botelho.
LEO LADEIRA
Editor do site www.moellerbotelho.com.br

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Fontes:

http://www.moellerbotelho.com.br/index.php/milton-nascimento-nada-sera-como-antes

http://www.youtube.com/watch?v=FUkt2r3xyb4

http://entretenimento.r7.com/blogs/teatro/2012/08/08/musical-com-obra-de-milton-nascimento-fortalece-broadway-nacional/ (entrevista com o Charles Möeller)

 

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