conectando rio natal

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

Depois da Queda

Aproveitando a companhia de amigos potiguares (o Adriano veio para a meia maratona do Rio) fomos ver Depois da Queda, peça  inspirada na vida de Marilyn Monroe

SOBRE O ESPETÁCULO


“Depois da queda” é uma peça escrita pelo dramaturgo norte-americano Arthur Miller, inspirada em seu casamento com a atriz Marilyn Monroe. A nova montagem dirigida por Felipe Vidal visa proporcionar ao público brasileiro o contato com essa peça chave da obra de Miller. O espetáculo conta com parceiros constantes de Felipe Vidal no elenco e busca utilizar meios, interfaces e recursos atuais para colocar em cena um clássico do drama psicológico do século XX. Simone Spoladore repete a parceria com Vidal interpretando Maggie, alter ego de Marilyn Monroe.
O texto é estruturado com recursos expressionistas, com uma narrativa não linear, que alterna cenas do passado e do presente. Toda a ação é criada a partir das reflexões de Quentin (alter ego de Miller), um advogado nova-iorquino que decide reexaminar sua vida para ver se deve ou não se casar com seu mais recente amor. O jogo é claramente inspirado na vida pessoal de Miller e os personagens e acontecimentos aparecem conforme o protagonista se lembra deles.

SOBRE O DIRETOR


Felipe Vidal é dramaturgo e diretor teatral. Dirigiu a recente montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, espetáculo que comemorou os 60 anos da edição da peça e os 30 anos da montagem do Teatro Oficina. Como um dos membros da equipe de direção, participou do início do processo de criação de Os Sertões, de Euclides da Cunha, sob direção de José Celso Martinez Corrêa. Em 2012, dirigiu o díptico Duplo Crimp, com as peças O campo e A cidade, de Martin Crimp, autor inglês contemporâneo, na ocupação Complexo Duplo do Teatro Gláucio Gill, no Rio de Janeiro.

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E TRADUÇÃOFelipe Vidal
TEXTOArthur Miller
ELENCOSimone Spoladore, Lucas Gouvêa, Gabriela Carneiro da Cunha, José Karini, Paulo Giardini, Thais Tedesco, Leandro Daniel Colombo, Talita Fontes, Paula Tolentino e Luciano Moreira
CENOGRAFIAAurora dos Campos
FIGURINOFlávio Souza
ILUMINAÇÃO Tomás Ribas
DIREÇÃO MUSICALLuciano Moreira e Felipe Vidal
PROGRAMAÇÃO VISUALCria da Casa
PREPARAÇÃO CORPORALDenise Stutz
DIREÇÃO DE PRODUÇÃOJoão Braune – Fomenta Produções e Daniele Avila Small
REALIZAÇÃOComplexo Duplo e Projéteis Cooperativa Carioca de Empreendedores Culturais

Fontes:
http://tempofestival.com.br/programacao/depois-da-queda/
http://www.globoteatro.com.br/emcartaz-1649-depois-da-queda.htm

 

Crucifixos e um outro olhar

Aproveitando as amigas natalenses que vieram para a JMJ fomos ao CCBB ver a exposição Crucifixos. É um arcevo de São Paulo e vai estar aqui no Rio até  24/09. Depois fomos ver a exposição "um outro olhar" coleção Roberto Marinho  no paço Imperial. Um acervo muito rico e muita coisa interessante.

Sobre a exposição:

Uma oportunidade imperdível para os apaixonados pela arte brasileira. Será aberta ao público nesta sexta (14), no Rio, a exposição "Um outro olhar: coleção Roberto Marinho".

Um outro olhar, do colecionador. O jornalista Roberto Marinho reuniu o conjunto de obras ao longo de 70 anos. Duzentas e duas telas e esculturas,muitas compradas de amigos artistas.

Colecionava por paixão. “Ele não tinha essa coisa do financeiro, de que isso ia valorizar ou não. Ele gostava. Gostava ou não. Quando ele gostava, ele comprava”, conta Joel Coelho, coordenador da coleção Roberto Marinho.

Leia mais em http://m.g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/06/exposicao-um-outro-olhar-reune-202-telas-de-roberto-marinho.html

Mias informação  http://oglobo.globo.com/cultura/colecao-de-roberto-marinho-ganha-mostra-no-paco-imperial-8632135

 

Faroeste Caboclo

Faroeste Caboclo
Legião Urbana

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu

Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele aprendeu

Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar

Ele queria sair para ver o mar
E as coisas que ele via na televisão
Juntou dinheiro para poder viajar
De escolha própria, escolheu a solidão

Comia todas as menininhas da cidade
De tanto brincar de médico, aos doze era professor.
Aos quinze, foi mandado pro o reformatório
Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.

Não entendia como a vida funcionava
Discriminação por causa da sua classe e sua cor
Ficou cansado de tentar achar resposta
E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.

E lá chegando foi tomar um cafezinho
E encontrou um boiadeiro com quem foi falar
E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem
Mas João foi lhe salvar

Dizia ele: "Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"

E João aceitou sua proposta
E num ônibus entrou no Planalto Central
Ele ficou bestificado com a cidade
Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal

"Meu Deus, mas que cidade linda,
No Ano-Novo eu começo a trabalhar"
Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro
Ganhava cem mil por mês em Taguatinga

Na sexta-feira ia pra zona da cidade
Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador
E conhecia muita gente interessante
Até um neto bastardo do seu bisavô

Um peruano que vivia na Bolívia
E muitas coisas trazia de lá
Seu nome era Pablo e ele dizia
Que um negócio ele ia começar

E o Santo Cristo até a morte trabalhava
Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar
E ouvia às sete horas o noticiário
Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar

Mas ele não queria mais conversa
E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar
Elaborou mais uma vez seu plano santo
E sem ser crucificado, a plantação foi começar.

Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade:
"Tem bagulho bom ai!"
E João de Santo Cristo ficou rico
E acabou com todos os traficantes dali.

Fez amigos, frequentava a Asa Norte
E ia pra festa de rock, pra se libertar
Mas de repente
Sob uma má influência dos boyzinho da cidade
Começou a roubar.

Já no primeiro roubo ele dançou
E pro inferno ele foi pela primeira vez
Violência e estupro do seu corpo
"Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"

Agora o Santo Cristo era bandido
Destemido e temido no Distrito Federal
Não tinha nenhum medo de polícia
Capitão ou traficante, playboy ou general

Foi quando conheceu uma menina
E de todos os seus pecados ele se arrependeu
Maria Lúcia era uma menina linda
E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu

Ele dizia que queria se casar
E carpinteiro ele voltou a ser
"Maria Lúcia pra sempre vou te amar
E um filho com você eu quero ter"

O tempo passa e um dia vem na porta
Um senhor de alta classe com dinheiro na mão
E ele faz uma proposta indecorosa
E diz que espera uma resposta, uma resposta do João

"Não boto bomba em banca de jornal
Nem em colégio de criança isso eu não faço não
E não protejo general de dez estrelas
Que fica atrás da mesa com o cu na mão

E é melhor senhor sair da minha casa
Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião"
Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse:
"Você perdeu sua vida, meu irmão"

"Você perdeu a sua vida meu irmão
Você perdeu a sua vida meu irmão
Essas palavras vão entrar no coração
Eu vou sofrer as consequências como um cão"

Não é que o Santo Cristo estava certo
Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar
Se embebedou e no meio da bebedeira
Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar

Falou com Pablo que queria um parceiro
E também tinha dinheiro e queria se armar
Pablo trazia o contrabando da Bolívia
E Santo Cristo revendia em Planaltina

Mas acontece que um tal de Jeremias,
Traficante de renome, apareceu por lá
Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo
E decidiu que, com João ele ia acabar

Mas Pablo trouxe uma Winchester-22
E Santo Cristo já sabia atirar
E decidiu usar a arma só depois
Que Jeremias começasse a brigar

Jeremias, maconheiro sem-vergonha
Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar
Desvirginava mocinhas inocentes
Se dizia que era crente mas não sabia rezar

E Santo Cristo há muito não ia pra casa
E a saudade começou a apertar
"Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia
Já tá em tempo de a gente se casar"

Chegando em casa então ele chorou
E pro inferno ele foi pela segunda vez
Com Maria Lúcia Jeremias se casou
E um filho nela ele fez

Santo Cristo era só ódio por dentro
E então o Jeremias pra um duelo ele chamou
Amanhã às duas horas na Ceilândia
Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou

E você pode escolher as suas armas
Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor
E mato também Maria Lúcia
Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas,
Todo o povo sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas
E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir

Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

E se lembrou de quando era uma criança
E de tudo o que vivera até ali
E decidiu entrar de vez naquela dança
"Se a via-crucis virou circo, estou aqui"

E nisso o sol cegou seus olhos
E então Maria Lúcia ele reconheceu
Ela trazia a Winchester-22
A arma que seu primo Pablo lhe deu

"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é
E não atiro pelas costas não
Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha
Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"

E Santo Cristo com a Winchester-22
Deu cinco tiros no bandido traidor
Maria Lúcia se arrependeu depois
E morreu junto com João, seu protetor

E o povo declarava que João de Santo Cristo
Era santo porque sabia morrer
E a alta burguesia da cidade
Não acreditou na história que eles viram na TV

E João não conseguiu o que queria
Quando veio pra Brasília, com o diabo ter
Ele queria era falar pro presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz...

Sofrer...


Ouça a música clicando em http://letras.mus.br/legiao-urbana/22492/#

 

'Elles: Mulheres artistas na coleção do Centro Pompidou'

Fui ao CCBB para essa exposição que está vindo pela primeira vez ao Brasil,  organizada pelo Centro Georges Pompidou / Musée National d'Art Moderne, que abriga a maior coleção de arte contemporânea da Europa, a exposição que reúne 120 obras de 65 artistas mulheres de todo o mundo. A exposição ficará em cartaz até 14 de julho. 

As obras são diversificadas que vão dos vídeos, pintura, fotografia, e várias instalações traçando um perfil da arte contemporânea de 1907 aos dias atuais, tendo como destaque as mulheres.

Fontes:

http://www.mercadoarte.com.br/artigos/novidades/exposicao-elles-mulheres-artistas-na-colecao-do-centro-pompidou/

 

MAR e os colecionadores - Museu de arte do Rio

Fui conhecer o MAR e amei um belo prédio e promete muita coisa boa para a cidade na área cultural. Fiquei encantada com a exposição colecionador onde fica bem  claro que colecionar é coisa para qualquer pessoa. A coleção de Jean Boghici mostrava desde quadros pintados a óleo até imã de geladeira,  faz com que qualquer um de nós possa colecionar é só escolher o que quer e começar. Particularmente eu tinha minha coleção de canecas de cada cidade visitada por mim e por amigos, mas comecei a faltar espaço e mudei de canecas para imãs, muito mais fácil e prático, as canecas fica uma prateleira bonita, mas nada prática.

A primeira sala de exposição já começa mostrando o “Rio de imagens”, várias obras foram reunidas a fim de contar a História da cidade. De cartões-postais e cartazes publicitários do Rio do início do século XX a um vídeo que reproduz a Avenida Central, a exposição passa por desenhos e gravuras do Rio, assinados por Lasar Segall, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral, até chegar à arte contemporânea de Marcos Chaves e Thiago Rocha Pitta.


Sobre o MAR:
Um museu, como define a Unesco, deve coletar e conservar bens culturais, organizar mostras, produzir memória, publicar conteúdo e educar. Nas palavras do curador Paulo Herkenhoff, a definição ganha alguma poesia — um museu, para ele, deve “abrigar o imaginário” dos indivíduos. É para esta direção que deve correr o MAR, o Museu de Arte do Rio, do qual Herkenhoff é um dos mentores e que abre as portas na próxima sexta-feira, na Praça Mauá...............

Leia mais sobre esse assunto em o Globo

 

 

 


JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL
Sou Curiosa

O que você passa a conhecer é o seu conhecimento na sua visão, então porque não passar a informação para o outro e a partir daí cada um terá sua própria visão, respeitando o conceito (pré-determinado ou não) de cada um.

 
Pensando em viajar

"Tenho o mais simples dos gostos, me contento com o melhor" Oscar Wilde.

Acredito que o melhor nem sempre quer dizer custo alto, então, procuro dentro de minhas possilibidades fazer as minhas escolhas.... Sônia.

Links com fins sociais:

Casa do Bem
Fazer o bem sem olhar a quem...
ADOTE-RN
Associação de orientação aos deficientes

Meio Ambiente

Me siga também... TWITTER
Twitter @rionatal.

Estatísticas

Visualizações de Conteúdo : 1364309

Usuários On-line

Nós temos 47 visitantes online