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Cristo Redentor e passeando pela Floresta da Tijuca....

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Indo ao Cristo não deixe de fazer um tour pela floresta da Tijuca, é imperdível e incrível o contato com a natureza perfeita.

Não é a toa que a cidade do Rio de Janeiro é considerada maravilhosa, pois dentro de uma mesma cidade temos a maior floresta do mundo, mar e montanhas. Postarei algumas fotos dos pontos da floresta que conheci recentemente, já tinha ido ao Cristo várias vezes, mas nunca com o passeio que fiz recentemente, passeio esse que só é feito a pé, de bicicleta ou de carro. Enquanto fazíamos o passeio passamos por muitos ciclistas, morria de inveja, mas não tenho preparo físico para tanto, quem tem aproveite...

Fiz o passeio com um dos motoristas, aqui já indicado, que foi o Francisco.
Existem muito mais opções de passeios indo pela floresta, os que estão postados foram os que cheguei a ir e eu mesma cliquei. Mais dicas veja no site do RioTour (http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/pagina/?Canal=349), que foi de onde busquei a história.


 

 

A Maior Floresta Urbana do Mundo

A Floresta, Patrimônio da Humanidade, integra o grandioso Parque Nacional da Tijuca, que abrange os Morros do Corcovado, Andarai, Três Rios e Tijuca; Paineiras, Sumaré e Gávea Pequena; além da Pedra da Gávea e da Pedra Bonita é totalizando 3200 hectares de área verde.

Desde 99 o Parque adota um modelo de administração inedito: a Gestão Compartilhada entre a Prefeitura do Rio e o Ibama. Estão praticamente extintos os casos de aventureiros perdidos nas trilhas, graças a uma intensa sinalização, mas não é aconselhável arriscar-se na Floresta sem o acompanhamento de um guia.

Logo na entrada, uma placa indica normas que devem ser seguidas por quem visita o Parque. É proibido: caçar, retirar plantas, trafegar de ônibus, levar animais domésticos, jogar lixo fora dos coletores e deixar oferendas religiosas.



A entrada é gratuita e a Floresta fica aberta ao público todos os dias, das 8 às 18 horas. O espaço é muito procurado para a prática de esportes, sendo que várias pessoas utilizam a ciclovia, compartilhada por pedestres, corredores e ciclistas. Próximo da entrada, à esquerda, encontra-se uma trilha relativamente curta que leva até o estacionamento da Cascatinha é um destino que normalmente é alcançado a pé ou de carro, seguindo pela estrada asfaltada que atravessa a Floresta.


Cascatinha de Taunay

A cascatinha é em homenagem ao artista Nicolau Antoine Taunay. O pintor veio para o Brasil em 1816 com a missão Artística Francesa, integrada por aristocratas que se estabeleceram na região. A família Taunay se apaixonou pelo belíssimo local e fixou residência ao lado da cachoeira. Taunay foi o primeiro grande nobre a vir para a floresta é na verdade foi o grande divulgador daquele local, organizando reuniões em sua casa para a corte.

O lençol d´água que jorra do alto da cascata integra os sons da natureza. Assim como Taunay, vários turistas encontram ali um chamamento de paz e contemplação do espetáculo natural.

A queda d´água pertencia ao Sítio da Cascatinha, propriedade da família Taunay. O topo da cascata, entretanto, era parte da Fazenda Bela Vista que pertenceu ao Visconde de Asseca até 1810, ao Conde de Gestas e ao espólio deste até 1850, ao Visconde de Souto até 1864, ao Conde de Bonfim até 1873, ao Barão de Mesquita até 1886, a Francisca Elisa de Mesquita até 1888 e ao Conselheiro Mayrink até a desapropriação do imóvel em 18 de maio de 1897. Foi a última desapropriação da Floresta da Tijuca.

No outro lado da estrada, encontra-se uma lanchonete e um estacionamento, no qual o visitante pode deixar o carro, caso prefira fazer o restante do passeio a pé, a partir dali. Vale ficar atento para a parede ao lado da lanchonete, onde há um interessante Mapa da Floresta, pintado em azulejos e datado de 1943.

Do mesmo lado da estrada, está o Jardim da Cascatinha. Descendo por uma pequena escada de pedra, chega-se a um amplo espaço, com mesas e uma bica desativada. Ali, pode-se ter uma visão poética da ponte Job de Alcântara, recebendo as águas em curso da Cascatinha de Taunay.

Açude da Solidão


Uma história de amor de um pai por seu filho batizou este açude, que encerra minha visita por esta parte do Parque. O Barão do Bom Retiro era o proprietário do lugar quando seu filho foi lutar e morreu na Guerra do Paraguai. Bom Retiro entrou em depressão e refugiava-se no lago de sua casa para chorar a morte do filho. Sua residência desde então ficou conhecida como A Solidão e o lago da casa como o Açude da Solidão.

Soube pelo guia que foi nessa capelinha que Elis casou-se, busquei a informação e encontrei.

As paixões de Elis Regina foram levadas até as últimas conseqüências. Assumidamente públicos, Elis teve apenas três relacionamentos: Ronaldo Bôscoli, César Camargo Mariano e Samuel MacDowel de Figueiredo. Elis casou-se com Ronaldo Bôscoli em nove de dezembro de 1967, em cerimônia realizada na Capela Mayrink, no Alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro.

Tem interesse em saber mais sobre a nossa querida e inesquecível Elis Regina, visite. http://www.bolsademulher.com/estilo/Duas_musas_rebeldes-406-1.html.


Capela onde Elis Regina casou-seCapela Mayrink


A capelinha chega a lembrar uma casa de historinha infantil, envolta por flores coloridas e com uma placa de madeira informando: Capela Mayrink, 460 metros de altitude.
Em 1850, o influente banqueiro português Visconde de Souto (Antônio José Alves Souto) comprou a Fazenda Bela Vista (às vezes mencionada como Boa Vista) do espólio do Conde de Gestas (Aymar Marie Jacques Gestas, morto em 1835), fazenda esta que pertencera a uma Sesmaria dos Viscondes de Asseca e que fora adquirida em 1810 por Gestas. Quando o Visconde de Souto adquiriu a propriedade, havia ali um palacete de colunas toscanas, à direita do qual, no ano de 1860, ele mandou erguer uma capela em louvor de Nossa Senhora de Belém.

No dia 10 de setembro de 1864 faliu a casa bancária do Visconde de Souto, episódio que ficou conhecido na História do Brasil como "Quebra do Souto". Para pagar dívidas, a Fazenda Bela Vista foi vendida no mesmo ano de 1864 ao Conde de Bonfim que foi, portanto, o segundo proprietário da Capela. O Conselheiro Mayrink foi o último, quando o oratório que pertencera ao Visconde de Souto passou a ser conhecido como "Capela Mayrink". A propriedade foi desapropriada em 1897 para integrar o Parque Nacional da Tijuca. A mansão foi demolida, mas a Capela, felizmente, foi poupada e tornou-se uma das atrações do Parque Nacional da Tijuca, para o encanto de todos quantos a visitam.( Este trecho da história da Floresta tem a colaboração de Francisco Souto Neto , trineto do Visconde de Souto.)

Em 1888, a propriedade foi vendida ao Conselheiro Mayrink, que promoveu nova reforma na Capela e nomeou Nossa Senhora da Conceição como padroeira. A fazenda foi a última a ser desapropriada na Floresta da Tijuca, em 1897. Todas as edificações existentes foram então demolidas, só sendo poupados a Capela Mayrink e o Barracão, onde hoje fica a sede administrativa. Em 1938, nova reforma e nova troca de padroeira, que passou a ser Nossa Senhora do Carmo.

Para adornar o altar, os moradores do Alto da Boa Vista financiaram então a aquisição dos painéis de Nossa Senhora do Carmo, São Simão Stock, São João da Cruz e o Purgatório, belas obras do pintor Cândido Portinari. Os jardins, idealizados pelo paisagista Roberto Burle Marx, assim como a instalação, no pátio, da banheira de mármore carrara com frontispício em azulejos e bica em carranca.

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Aproveitamos o passeio e almoçamos olhando para a cacasta no Cascatinha Restaurante e Bar. É um restaurante simples, onde o proprietário mora no local, portanto, comidinha simples e gostosa. Aos sábados a feijoada é o prato mais indicado.

Não aceita cheque e/ou cartões de crédito.

Depois desse passeio se eu tivesse ido até mesmo que fosse de bicicleta, mesmo tendo chegado exausta, era onde eu repetiria aquela famosa citação do Fernando Pessoa:

Tudo vela a pena quando a alma não é pequena..

 

 

Comentários  

 
0 #3 2011-07-02 14:24
O Rio é lindo, mas passada a euforia de conhecer o Cristo e subir ao Pão de Açucar, esse é um dos passeios que mais recomendo...
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0 #2 2011-01-09 20:55
É fantástico. Chegamos ao Cristo cedo e um funcionário nos contou do hotel e do passeio. Fomos ao passeio que é deslumbrante. toda familia adorou. Tomamos banho em uma das bicas e subinos até o Sumaré. Simplesmente Fantástico e Imperdível.
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0 #1 2011-01-07 09:28
muito proveitoso e de grande valia para mim q naum conheço a floresta e pretendo fazer um passeio por la nos próximos dias.
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