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Por que escrevo? - O livro

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Resenha:

Por que escrevo? é o primeiro volume da coleção Mistérios da Criação Literária, uma obra de referência e especulação, que investiga as perguntas mais fundamentais feitas aos escritores. É uma pesquisa bibliográfica diferenciada que, a princípio, faz o levantamento dos milhares de depoimentos dos mais aos menos célebres escritores sobre a questão suscitada: por que você escreve? Em seguida, resume e divulga as centenas de estudos e reflexões a respeito do tema abordado. Desse modo, temos a visão do conjunto que enfoca os dois lados da questão. Por um lado, temos um levantamento do que se diz e se faz no meio literário. Por outro, temos uma pesquisa do que se pensa e se especula sobre a atividade literária.

“Uma vez perguntaram a Louis Armstrong o que era jazz, e o grande Satchmo respondeu: “Se você precisa perguntar, não vai entender nunca”. Às vezes me pergunto se a mesma resposta não valeria para a pergunta “por que escrever?”. Mas, quando se lêem as frases tão diligentemente colhidas para este livro, descobre-se que tentar responder é tão natural e produtivo quanto querer perguntar.” (Daniel Piza)

“Eu me pergunto por que José Domingos de Brito se propôs a investigar esta questão: por que escrever? É uma indagação filosófica. E nenhuma literatura progride sem que se proponham perguntas sem resposta, pois o esforço de alcançá-la redunda numa aproximação sucessiva ao núcleo da verdade.” (Fábio Lucas)

“O trabalho realizado neste projeto por José Domingos de Brito tem importante valor, seja para escritores, seja para leitores, para quem se interesse por literatura. Não somente por seu aspecto documental, de ampla compilação, mas também pelas interrogações que suscita — e como são bem-vindas as dúvidas, em se tratando de literatura! — ao lado dos esclarecimentos que proporciona.” (Bernardo Ajzenberg)

“Aqui começam os mistérios da criação literária, que me propus a especular a partir de uma coleção de quase três mil entrevistas.” (José Domingos de Brito)

Comprei esse livro na Bienal do Livro (2001) e nem imaginava que um dia estaria escrevendo alguma coisa em um blog. É que o título me chamou a atenção e fiquei curiosa em saber o que diziam os grandes escritores. E, no caso específico desse livro tem tudo a ver com o meu post de hoje.
E, eu? Que pretensão tenho em relação a esse título? É que após ter iniciado o blog,  ainda recebo o seguinte comentário: “você é muito corajosa, tem coragem de mamar em onça”.

Por que? Precisa de coragem para se escrever?
Pensei que só era querer e então começar, foi o que fiz. E aconselho que quem tem vontade de escrever alguma coisa, faça. Pois, mesmo que ache que não vai ser acessado, ser útil ou até mesmo que não receberá retorno e/ou apoio o que importa é o que você quer. Pela minha atual experiência está sendo ótimo.  Já vi várias entrevistas com pessoas que são donas de casa, que começaram a escrever sobre suas receitas e estão sendo acessadas. Já pensou que coisa boa. Está sendo útil e fazendo aquilo que gosta, sem sair de casa. Encontrei até um site papo de homem que ensina como fazer o arroz, passo a passo.  A internet tem a vantagem de ser uma editora, aberta.
Estou passando somente algumas dicas do que fiz, faço ou possa vir a fazer. Procurando, na medida do possível, ligar as duas cidades. Já postei em Conexão Paris (Pretensão) - Guia em que falo que comecei pretenciosa, free.  E, continuo porque me está sendo saudável e afinal só se aprende fazendo. Estou querendo fazer algo para que me possa ser útil, no futuro. Tem que ter algo mais, procurar sempre buscar informações para que possa me acrescentar. Hoje comecei um curso de computação gráfica, mais uma coisa para melhorar o que quero fazer.

E o que gostei muito foi da citação que a autora Carla Pereira em Sensações de quem lê ou escreve: prazer ou angústia?  fez em seu blog:
“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis” (FERNANDO PESSOA).
Então me chamou logo a atenção e fui ver que é mais um para que eu fique lendo para aprender, já que ela é mestre em Lingüística/área Neurolingüística e é destinado para:
•    1. Profissionais que desejam aperfeiçoar sua escrita
•    2. Alunos dos cursos de Letras
•    3. Candidatos a concursos públicos

A introdução em seu blog é esta:

"Tem gente que sabe dizer o que quer escrever, mas só consegue dizer; tem gente que escreve para o leitor adivinho; tem aqueles que acham difícil organizar as informações; há ainda os que escrevem, não convencem, e pensam que o texto ficou ótimo; outros tentam impressionar com palavras “difíceis”. É... escrever um bom texto não é fácil. Mas tem gente que aprende a escrever melhor, seja um relatório, projeto, e-mail para tratar de negócios ou um simples bilhete."

Na citação acima, com certeza uma que me encaixo muito bem é a (falta) organização das informações, e quem é escritor e/ou crítico se algum dia me ler, vai dizer que eu penso que escrevo. Tenho certeza que não sei mas, sim tentando aprender, escrevendo. Quanto a convencer eu não quero convencer ninguém, só a mim mesma. Porque além de aprender me dá uma sensação de liberdade total  sobre o que faço com total autonomia, gosto disso. Gostei quando Drummond cita que não havia analista no tempo dele, em Minas. Porque tem dias que eu adoro, e sinto que é uma terapia. Escrevendo/pesquisando, descubro coisas...

Alguns escritores estão aqui transcritos:


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


"Posso dizer sem exagero, sem fazer fita, que não sou propriamente um escritor. Sou uma pessoa que gosta de escrever, que conseguiu talvez exprimir algumas de suas inquietações, seus problemas íntimos, que os projetou no papel, fazendo um espécie de psicanálise dos pobres, sem divã, sem nada. Mesmo porque não havia analista no meu tempo em Minas".

CLARICE LISPECTOR

"Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei porque foi essa que segui. Talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado. enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E, no entanto, cada vêz que vou escrever, é como se fosse a primeira vêz. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever".


JOÃO UBALDO RIBEIRO

"A essa altura, eu escrevo porque não tenho outro jeito. Eu me convenci de que escrever é a única coisa que sei fazer e de que tenho alguma coisa para dizer. Numa entrevista à "Libération", depois de ter pensado muito, cheguei à conclusão de que escrevo porque quero; porque, no fundo, o meu escrever é reduzível a isto; não a um ato voluntarista, mas a um ato de decisão, um aspecto do livre-arbítrio. Você tem aquela vocação, você tem de deliberar uma hora na vida o que é que você vai fazer. Existe um velho verso em português (que não é assim mas a expressão ficou) : "Não se pode passar pela vida em brancas nuvens", sem ter feito nada. Então, eu escrevo por isso, para não passar pela vida em brancas nuvens".

Fontes:

http://novatec.com.br/livrosNovera/porqueescrevo/ ( o livro que tenho como já tem 10 anos era uma capa amarela. Odesse site é edição mais atual)
http://papodehomem.com.br/como-fazer-arroz-passo-a-passo/
http://aescritanasentrelinhas.d3estudio.com.br/?p=630 (blog da Carla Pereira)

Informações atualizadas em 17/10/11

Coloquei no face que estou muito triste, hoje, Demais. Mas, os amigos (reais e verdadeiros) e familiares é quem sabe o que aconteceu. Já recebi ligações, aí você vê, de fato, quem é amigo. Sim, porque o mundo está tão virtual que tudo hoje é por ele, até pais falando com filhos dentro de casa...

Hoje, estou revendo e pensando que ao escrever, não tem jeito de alguma maneira você se expõe não tem como fugir de sua personalidade.

Iniciei como só informativo (sem opiniar) mas, porque era só dicas, mudei a versão do propósito e agora estou vendo como mudei...

 

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