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O Rio de Janeiro de Debret

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O Rio de Janeiro de Debret
Fui ao centro cultural correios visitar a exposição, que comemora os 450 anos do Rio intitulada, “O Rio de Janeiro de Debret”, retratado pelo francês Jean-Baptiste Debret. Não deixe de ir, pois vai até 3 de maio.
As pinturas em aquarela são incríveis cada uma mais perfeita que a outra. Dar uma vontade muito grande de ter nascido com o dom da pintura e saí por aí desenhando tudo.
É o único registro visual da sociedade carioca da primeira metade do século XIX. Além disso, através da publicação, em Paris, dos três volumes da “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil’, a obra de Debret divulgou para o público europeu um verdadeiro Rio de novidades: as particularidades da vida nesse lugar novo, distante, quente e exótico. A exposição apresenta 120 obras originais de Jean-Baptiste Debret (1768-1848). As obras pertencem à Coleção Castro Maya, que reúne a maior coleção de Debret existente no Brasil: são mais de 500 originais do artista sob a guarda do Museu Chácara do Céu, vinculado ao Ibram (instituto brasileiro de mueus).
Jean-Baptiste Debret viveu durante 15 anos no Brasil e desenvolveu uma intensa relação pessoal e emocional com o território brasileiro. Seu trabalho é considerado de grande importância para o Brasil na medida em que se dedicou a retratar o cotidiano e a sociedade do século XIX, especialmente no Rio de Janeiro.

Quem foi
Jean-Baptiste Debret foi um importante artista plástico (pintor e desenhista) francês. Nasceu em 18 de abril de 1768, em Paris, e faleceu na mesma cidade em 28 de junho de 1848. Debret integrou a Missão Artística Francesa que chegou ao Brasil em 26 de março de 1816. Suas obras formam um importante acervo para o estudo da história e cultura brasileira da primeira metade do século XIX.
- Suas obras, no Brasil, mostram paisagens, cenas cotidianas, a cultura e o povo brasileiro.
- Com cores vivas, suas aquarelas mostram sentimentos e emoções das figuras retratadas. O individualismo, característica das obras românticas, também se faz presente em suas pinturas.
- Detalhista, Debret buscou retratar, com o olhar de um viajante, todos os aspectos das cenas e regiões retratadas. Leia mais clicando aqui.

As gravuras aqui postadas uma é da praça 15 com o chafariz e a outra é negra vendendo caju.

Assuntos relacionados:

História da arte – Drummond e Debret

Fontes:

http://www.suapesquisa.com/biografias/jean_debret.htm

http://www.sopacultural.com/o-rio-retratado-por-debret-em-exposicao-inedita-nos-correios/

Desde a aventura colonizadora da França Antártica (1555-1560), no século XVI, o Brasil apresentou um atrativo especial para os francceses. A vinda da Corte portuguesa para o país, em 1808, e a abertura dos portos brasileiros tornaram acessível esta parte do Novo Mundo para os olhos europeus, ávidos por exotismo. Um grande número de artistas por exotismo. Um grande número de artistas viajantes estrangeiros, interessados em captar e disseminar as feições do subcontinente Sul-americano, ingressou no Brasil. Ainda assim, a iconografia nacional desse período de passagem de um modo de vida colonial para o de Nação independente ficou monopolizada pelo retrato criado por Jean-Baptiste Debret (1768-1818), um dos participantes da Missão Artística Francesa de 1816.

Dos oitenta anos de vida do pintor Debredt, 15 deles foram passados no Rio de Janeiro. Aqui, o estrangeiro acabou por se tornar um residente, amante da cidade que retratou incansavelmente. No tempo ocioso entre suas atribuições de pintor da Corte e no vazio deixado na espera pela fundação da Academia Imperial de Belas Artes, Debret dedicou-se a reproduzir de forma minuciosa, em centenas de desenhos e aquarelas, o que viria a constituir mais tarde a base de seu ambicioso projeto de descrição e análise do Brasil para seus conterrâneos: os três volumes do livro Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, editados na França entre 1834 e 1839.

Ainda que Viagem pitoresca englobe também imagens e comentários de outras regiões, não resta dúvida de que o Rio de Janeiro é tomado como ponto central de desenvolvimento do processo civilizatório, a que ele acreditava estart assistindo naquele momento de transição. No Rio, ele foi, por um lado, testemunha de acontecimentos políticos e sociais que iam mudando a feição do país e, por outro, integrante da vida cotidiana da cidade.

As aquarelas do Rio demonstram, até mesmo em sua composição, a postura integrada do artista ao seu objeto. É flagrante a sensação de intimidade e proximidade com a imagem retratada que emana de suas obras sobre essa cidade, quase como se o ponto de vista de observação partisse do interior da cena. Elas são dominadas pela figura humana, geralmente em primeiro plano, porém, desfilam um elenco enciclopédico de características da arquitetura, interiores, vestimentas, usos e costumes, lazer, festejos populares ou religiosos.

Como estrangeiro, Debret aproximou-se do Rio pelo mar e vivendo aqui descobriu que a cidade organizava à beira dele toda a sua vida. O artista retratou um Rio urbano, com seus marcos arquitetônicos, muitos ainda reconhecíveis até hoje, suas ruas anônimas, e também as cercanias da capital. Debret foi testemunha ocular da história, observador do cotidiano da cidade e de seus personagens. No Rio de Janeiro de Debret, as ruas eram povoadas pelos escravos e os brancos se protegiam do sol.

Embora raramente seus originais possam ser apreciados, as imagens presentes nesta exposição dominam boa parte de nossa concepção visual do Brasil do passado. Em consequência, permanece oportuna uma reflexão sobre sua obra tomando como partido o de explorar as ambiguidades e complementaridades do olhar do artista, inserido ao mesmo tempo no catálogo da literatura de viagem do século XIX e na experiência de habitante integrado à cidade.

Debret: o estrangeiro residente
Curadora Anna Paola Baptista.


 

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